Iodine Aereth Poison The Well Architects Cult Of Luna
Favorite Movies
The Dark Knight, Batman Begins, The Lord of the Rings, Star Wars, Pan's Labyrinth, Children of Men, The Matrix, Memento, The Machinist, V for Vendetta, The Prestige, 300, Sin City, Unbreakable, Saw, The Passion of the Christ, The Departed, Dancer in the Dark, The Da Vinci Code, Crash, Finding Neverland, Corpse Bride
Favorite TV Shows
Lost Simpsons
Favorite Books
George R. R. Martin: -As Crónicas de Gelo e Fogo Robert Jordan: -A Roda do Tempo António Franco Alexandre: -Duende
Ele quase nem se movia...Quase não respirava. Ver era a única coisa que podia fazer ali. Envolvido em memórias e coisas materiais, via-a passear-se pelo quarto. Quase nua, ela flutuava, flutuava, abraçada ás suas palavras, abraçada à noite. A noite que era deles, a noite que era a única porta aberta naquele labirinto de encontros. Pálido, aproximou-se... Pediu baixinho para ela parar... Ela não o ouviu. Reparou que a sua foto estava junta com o resto do mundo em cima da mesa. Ela flutuava na sua direcção. Agarrou-a com todo o cuidado e abraçou-a. Abraçou-a numa união eterna, cheia de luz e magia. Ele reparou que a foto ardia nas suas maos, e que o fogo rapidamente passou para os seus pulsos. Ela caiu na cama... Fragil e delicada, como um bocado de tecido. As suas mãos, queimadas e ainda em fogo, começaram a percorrer-lhe o corpo... O fogo alastrava, não dava sinais de querer parar. Ela ardia, ardia, ardia... A sua boca soltou um gemido. A sua voz vinha misturada com as chamas. Sem dar conta, ele, estava a pairar no ar bem próximo dela. Não entendia porquê, mas algo o aproximava dela... Passados minutos só se reconhecia um corpo. A manhã e a luz do dia entraram pela janela. Apenas encontraram cinzas e os restos de uma foto imperceptível...
"Pai. A tarde dissolve-se sobre a terra, sobre a nossa casa. O céu desfia um sopro quieto nos rostos. Acende-se a lua. Translúcida, adormece um sono cálido nos olhares. Anoitece devagar. Dizia nunca esquecerei, e lembro-me. Anoitecia devagar e, a esta hora, nesta altura do ano, desenrolavas a mangueira com todos os preceitos e, seguindo regras certas, regavas as árvores e as flores do quintal; e tudo isso me ensinavas, tudo isso me explicavas. Anda cá ver, rapaz. E mostravas-me. Pai. Deixaste-te ficar em tudo. Sobrepostos na mágoa indiferente deste mundo que finge continuar, os teus movimentos, o eclipse dos teus gestos. E tudo isto é agora pouco para te conter. Agora, és o rio e as margens e a nascente; és o dia, e a tarde dentro do dia, e o sol dentro da tarde; és o mundo todo por seres a sua pele. Pai. Nunca envelheceste, e eu queria ver-te velho, velhinho aqui no nosso quintal, a regar as árvores, a regar as flores. Sinto tanta falta das tuas palavras. Orienta-te, rapaz. Sim. Eu oriento-me, pai. E fico. Estou. O entardecer, em vagas de luz, espraia-se na terra que te acolheu e conserva. Chora chove brilho alvura sobre mim. E oiço o eco da tua voz, da tua voz que nunca mais poderei ouvir. A tua voz calada para sempre. E, como se adormecesses, vejo-te fechar as pálpebras sobre os olhos que nunca mais abrirás. Os teus olhos fechados para sempre. E, de uma vez, deixas de respirar. Para sempre. Para nunca mais. Pai. Tudo o que te sobreviveu me agride. Pai. Nunca esquecerei."
Sou frágil. Sou extremamente frágil. Sou extremamente frágil sem ti. Sou extremamente frágil sem as tuas coisas. Sou extremamente frágil sem o teu ser. Porque realmente ele já me pertence. Ele já é todo e completamente meu. Ele já é tudo em mim. A minha pele, os meus tendões e veias, os meus músculos, o sangue que corre, o sangue que sai de mim quando, na minha fragilidade, me firo, os meus ossos, as minhas articulações, os meus pêlos, os meus movimentos, as batidas do meu coração que aceleram cada vez que me vens à cabeça. Sou extremamente frágil. Os meus segredos são extremamente frágeis e são teus. Porque, na verdade, os meus segredos são os teus segredos. Os nossos segredos. Que nos fazem chorar, que nos fazem sentir saudades, que nos fazem suar, que nos fazem rir até perder o ar, que nos fazem desejarmo-nos como nos desejamos. Que nos fazem ser um e outro. Que nos fazem ser muito mais do que um e outro. Fazem-nos ser um no outro. Tenho medo de ser extremamente frágil. Tenho medo da minha fragilidade. Mas tu tratas dela como se ela fosse a tua fragilidade. Pegas nelas e ama-la. Pegas nela e deitas fora quando eu agonio dela. Pegas nela e transforma-la num espectáculo que ficamos a assistir juntos. Pegas nela e derrama-la no meu corpo. Pegas nela e adormece-la, como se fosse nosso filho. Sou extremamente frágil. Sou frágil. Somos. Dois. Um. Somos um.
HAHAHA eu passo a explicar... não estava a conseguir deixar um comentário com o flyer, no profile, então foi na primeira foto que me apareceu (H) eu já lá vou deixar um comment mais romântico, queres? :P HAHAHAHAHAHA yaaa sempre tudo e contigo? granda concertão o em Leiria, para repetir mesmo!
" Tão casta é a maneira que nós temos de ficar embrulhados um no outro, que já o deus em cima se diverte a separar-nos só conceptualmente. Este braço decerto te pertence embora o sinta meu, e os lábios são uma extensa fronteira onde combatem armadas das nações mais diversas."